A participação efetiva dos pais na vida escolar contribui positivamente para o desenvolvimento cognitivo e social independentemente da fase. O casal Iracema e Manuel Volovicks participa de reuniões e atividades festivas da escola dos filhos e também ajudam e acompanham as tarefas ''Os pais devem acompanhar as notas desde o início do ano e não deixar essa preocupação para a última hora'', afirma a coordenadora psicopedagógica do Colégio Marista, Raquel Calil Ruy.
Muito se fala sobre a importância dos pais participarem ativamente da vida escolar dos filhos. Já está comprovado que o envolvimento da família contribui positivamente para o desenvolvimento cognitivo e social do aluno, independentemente da fase. O envolvimento, porém, não se restringe em perguntar como foi o dia na escola, se fez a tarefa, se foi bem na prova. Tampouco em levar e buscar no colégio, comprar os materiais e livros solicitados. Essas, apesar de atitudes muito importantes, não são suficientes. É preciso ir além.
Comparecer nas reuniões pedagógicas e eventos festivos, conversar periodicamente com os professores, ajudar nas tarefas e trabalhos, acompanhar as atividades realizadas, identificar os potenciais e as dificuldades. Estes são alguns exemplos que tornam a participação realmente efetiva e estreitam o relacionamento entre a família e a escola. E é exatamente o que o casal Iracema Mangoni Quero Volovickis e Manuel Quero Volovicks procura fazer com os filhos. Pais de Iracema, 13, Sophia, 11, Agatha, 7, e Manuel, 5, eles afirmam que sempre estiveram muito presentes na vida escolar das crianças.
''Desde a Educação Infantil participamos de todas as reuniões e mantemos um diálogo aberto com a escola. Também gostamos muito das atividades festivas que envolvem as famílias. Todo ano tem um passeio ciclístico que adoramos participar. É uma festa'', contam os pais. A preocupação maior do casal é com a formação humana dos filhos. ''Com todas as dificuldades enfrentadas na atualidade, temos que transmitir acima de tudo bons valores e princípios. Pensando nisso, acreditamos que família e escola devem caminhar juntas, pois não adianta a criança ter uma educação em casa e outra na escola'', ressaltam.
O envolvimento de Iracema e Manuel também reflete no comportamento e desempenho do quarteto. ''Nunca tivemos grandes problemas'', revelam.
Segundo a coordenadora psicopedagógica do Colégio Marista, Raquel Calil Ruy, os pais devem participar da vida escolar dos filhos desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. ''O envolvimento não deve acontecer apenas na infância'', alerta. Entre os benefícios da participação efetiva, ela destaca o fortalecimento do vínculo entre pais e filhos, além do melhor desempenho escolar.
Raquel afirma que a equipe do Colégio Marista solicita a presença da família diante de problemas de aprendizagem e de relacionamento. ''Procuramos os pais assim como eles nos procuram quando há necessidade. Tem que ser um trabalho de 'mão dupla'. O diálogo deve ser aberto'', pontua.
Para facilitar a interação, a partir do quinto ano um professor é nomeado como o titular da turma, ficando à disposição dos pais uma vez por semana em horários previamente estabelecidos. Além disso, a cada trimestre uma reunião é agendada para a família conversar com toda a equipe sobre o desempenho na escola. ''Os pais devem acompanhar as notas desde o início do ano e não deixar essa preocupação para a última hora'', salienta.
Considerando a importância do relacionamento entre a família e a escola, é fundamental analisar alguns aspectos antes de efetivar a matrícula. ''É preciso ter clareza sobre os valores e métodos da escola. Os pais devem se perguntar qual a formação que querem para os seus filhos e procurar uma instituição que condiz com seus objetivos'', orienta Raquel, que é mestre em educação.
Fonte: Folha de Londrina