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ISSO É MARISTÃO

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segunda-feira - 5 de julho de 2010

Área: BRASÍLIA - ENS. M.


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CULTO AO CORPO: O QUE É SER BONITO(A)?

 

O termo “cultuar” nos remete aos rituais de adoração. Assim, o culto ao corpo, uma das marcas de nossa contemporaneidade, abrange mais do que o cuidado estético, implicando dedicação excessiva por meio de procedimentos e do uso de produtos que, em geral, visam o alcance de um padrão de beleza imposto pela mídia. Cuidar do corpo agrada aos sentidos e proporciona bem-estar. Mas, quando respondemos alienadamente às instigações da mídia, ao ponto de não observarmos que visam beneficiar necessidades do mercado e de não considerarmos nossas particularidades, a beleza torna-se um problema. Muitas informações que veiculam nos meios de comunicação de massa sinalizam que, para ser belo, é necessário ser jovem e magro e exibe um arsenal que inclui desde cremes redutores de rugas e medidas até consórcios de cirurgias plásticas, prometendo aproximar nossos corpos às imagens ideais, por vezes existentes apenas no mundo virtual. Na busca descomedida desse ideal, sacrificamos nosso corpo, frustramo-nos e arriscamos perder a identidade. Nesse cenário em que, segundo Foulcaut, o corpo é controlado e manipulado, o significado da beleza fica confuso.

 

Nas imagens artísticas que contam a história ocidental, verificamos que o sentido dado à beleza decorre de concepções estéticas e está vinculado aos valores de cada época e lugar. A proporcionalidade e as virtudes do bem e da verdade mantiveram-se atreladas ao belo desde a Antiguidade Clássica até a Idade Média, quando a beleza também se vinculou à manifestação da divindade, à integridade e à utilidade. No Renascimento, o homem ostentava sua beleza exibindo sinais de poder. Na dramática beleza do Barroco, apreciou-se o feio. No Romantismo, o belo foi visto como subjetivo e perdeu seu caráter descritivo. A partir da invenção da fotografia, a beleza foi divulgada em materiais publicitários como mercadoria e tornou-se reprodutível, consumível e instigadora do culto ao corpo. Ter um corpo esculpido pela beleza nutrida pelo valor comercial é ter um corpo sem assinatura e beleza com curto prazo de validade. O ser humano precisa consentir cuidados ao seu corpo que tenham sentidos. Os meios para deixá-lo belo não precisam aprisioná-lo em padrões, mas avivar sua singularidade. Nosso corpo tem a liberdade de modificar-se em consonância com nossa natureza e história, expressando suas belezas em cada tempo da vida. Aprecie-se como único. Qual a sua beleza? O que é ser belo para você?

 

DENIZE MUNHOZ DA ROCHA R. DE SOUZA - LICENCIATURA EM ED. ARTÍSTICA – FACULDADE DE ARTES DO PARANÁ. ESPECIALIZAÇÃO EM HISTÓRIA DA ARTE: ARTES PLÁSTICAS – ESCOLA DE MÚSICA E BELAS ARTES DO PARANÁ. ESPECIALIZAÇÃO EM LEITURA DE MÚLTIPLAS LINGUAGENS – PUCPR. ASSESSORA EDUCACIONAL DA DIRETORIA EXECUTIVA DA REDE DE COLÉGIOS DA PROVÍNCIA MARISTA BRASIL CENTRO-SUL.

 

O culto à beleza está fortemente presente nas escolas de ensino médio, cujo segmento social é constituído de jovens com preocupações mais acentuadas de culto à própria imagem. Procuramos sempre ser bem vistos nos vários grupos sociais, e a vaidade, nesse caso, nos ajuda a alcançar esse objetivo, mas às vezes, inconscientemente estabelecemos um padrão de beleza impossível de se atingir. A partir daí há o exagero na maquiagem, nos suplementos e nas horas de academia, com riscos de causar depressão, anorexia e bulimia. Primeiramente devemos ter a noção de que cuidar do corpo é um hábito que merece ser incentivado, pois é essencial estar bem fisicamente. Mas até onde esse cuidado é saudável? Quais são os fatores que geram no indivíduo a incessante perseguição do modelo autodenominado belo? A mídia é a maior responsável pelas mensagens de como nosso corpo deveria ser. Assim, cabe a nós criaR interiormente um modelo que nos satisfaça e proporcione uma beleza mais real.


Victor Ferreira Guimarães – Aluno Marista (3º ano do ensino médio)

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